É incrível como os Cartórios de Registro Civil funcionavam antigamente. Não havia preocupação com as esquisitices dos pais, e assim, muitos brasileiros atualmente, carregam o peso dos erros cometidos. Amenina da história é um caso típico desses que para entender é preciso retornar aos seus avós maternos e paternos.
Avós maternos Theófilo Machado Enes e Deolinda Maria de Faria, avós paternos, João Olegário Machado e Maria Luiza da Conceição.
A mãe da menina nasceu no dia de Nossa Senhora do Carmo, ao ser registrada foi colocado o nome de Sebastiana Maria do Carmo, morreu aí o sobrenome materno e paterno.
Seu pai nasceu no dia de São José e veja o que aconteceu, deram-lhe o nome de João Antônio de São José, haja nome de santo para satisfazer esse povo. Morreu também o sobrenome materno e paterno.
O senhor João Antônio de São José casou-se com a Sebastiana Maria do Carmo, o sobrenome dele não pode ser acrescentado ao nome dela.
Falando um pouco da história desse casamento. O pai da menina faleceu quando ela estava com três anos de idade, dizem que foi envenenado com pó de vidro. Contam que era farrista, montava um cavalo chamado Pampalão e invadia a zona montado no cavalo, dizem que era o terror das prostitutas da época. A viúva, quando a filha completou quinze anos, contratou o casamento dela com o João, á época com trinta e cinco anos de idade. Conheci essa senhora, ela sempre contava que não queria casar mas a mãe dela já havia dado a palavra e não podia voltar atrás, assim a adolescente cumpriu seu destino.
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